Pesquisa pode viabilizar cultivo da palma forrageira no sertão central
Na última sexta-feira (11), atendendo a uma solicitação do Banco do Nordeste, uma equipe de pesquisadores da Emparn visitou as experiências desenvolvidas pelo agrônomo Alexandre de Medeiros Wanderley, com o cultivo irrigado e adensado da palma forrageira gigante nos municípios de Lajes e Angicos. A tarefa da equipe é a estruturação de um projeto de pesquisa com recursos garantidos pelo Banco, para validar ou não os resultados obtidos com a tecnologia em avaliação, e a partir destas comprovações científicas garantir a abertura das portas dos financiamentos oficiais.
A produção de forrageiras no semi-árido potiguar com produção de matéria verde superior a 600 toneladas por hectare por ano, em solos de tabuleiro na região do cristalino, é algo considerado quase impossível, devido a fragilidade desse tipo de solo, reconhecido como os mais raso, pedregoso e com poucas aptidões agrícolas.
O que a equipe viu, foi que plantios de palma realizados em altas densidades de 50 a 100 mil plantas/ha (2,0 x 0,10 e 1,0 x 0,10m), com irrigação por gotejamento de pequena intensidade (5 litros por metro a cada 15 dias) e fertilização orgânica e química, alcançaram segundo o agrônomo, não apenas 600 t/ha no primeiro ano de cultivo, mas rendimentos de 800 t e até superiores a mil toneladas por hectare.
Mesmo considerando que diversas variáveis precisam ser pesquisadas e confirmadas, principalmente em relação a sustentabilidade da tecnologia e viabilidade econômica, assim como na otimização da irrigação, fertilização, regime de cortes, entre outros, os resultados preliminares obtidos podem ser considerados revolucionários em termos de oportunidades para a pecuária regional.
Segundo o Coordenador de Produção Animal da Emparn, Guilherme da Costa Lima, que integrou a equipe de pesquisadores, vale ressaltar ainda, que diferentemente dos semi-áridos de Pernambuco e Alagoas, a palma não tem bom desempenho nas áreas mais secas e baixas do Rio Grande do Norte e mesmo os 160 cultivares introduzidos pela Emparn oriundos de zonas desérticas do México, não obtiveram boa adaptação nessas regiões.
Quanto aos custos, R$ 11 mil reais por hectare, embora elevados, ele lembra que um quilômetro de cerca para criação de caprinos e ovinos custa cerca de R$ 5 mil e que os rendimentos obtidos, caso comprovados, seriam suficientes, associados ao feno de pastos nativos, para manter 50 vacas ou 500 ovinos por dez meses de seca, com um único hectare da cactácea. Quando se agrega a esses fatos as informações que a maioria dos abatedouros de caprinos e ovinos do Estado se encontra fechado pela falta absoluta da garantia de oferta de animais, que existe uma enorme demanda nacional e internacional por esses produtos e que o preço pago na região para borregos precoces já atinge R$ 8,20/kg, tem-se uma pequena idéia da dimensão que esse negócio pode alcançar.
Outra abordagem da pesquisa deverá englobar a avaliação dos custos de produção e qualidade nutricional de concentrados energéticos produzidos a partir da desidratação da palma. A energia da palma é comparável à do milho e mesmo possuindo 90% de água, com um rendimento de 800 t/ha seriam viabilizadas 80 t de matéria seca/ha, quando o milho irrigado chega a alcançar produções da ordem de 8 t/ha em um cultivo. Ainda segundo Guilherme da Costa Lima, os preços dos grãos, em particular do milho e da soja, estão inviabilizando a pecuária no Nordeste e que esse cenário só apresenta tendência de piorar. Produtores do Sertão Central e da Paraíba já estão produzindo de forma rudimentar o farelo da palma, a um custo aproximado de R$ 0,10 a 0,20/kg, quando hoje o milho da CONAB custa R$ 0,50/kg.
Mesmo cientes que a irrigação não representa a solução para muitos produtores, a Emparn, pretende se incorporar como mais um elo agregador nessa cadeia, que já conta com a atuação do Sebrae, Acosc, Apasa e Emater. Nesse sentido os pesquisadores da Emparn, contribuirão na formação de um grupo de pesquisa forte, que conta ainda com a participação da Embrapa, do Instituto Agronômico de Pernambuco(IPA), além das universidades: UFRN, Ufersa e Universidade Federal Rural de Pernambuco (Ufrpe).






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ola sou do rio grande do sul e estou interessado na pesquiza sobre a palma e se possivel me passarem contatos para ver se consigo produzir ela aqui no estado pois estou em contato com uma universidade e tem interrese de ver a viabilidade da palma na regiao desde ja agradeço pela atençao.
meu email é luizcarlos750@hotmail.com
gostei muito dessa matéria mas quero vê o projeto e todas as especificações potência do motor ,tamanho de aréa e se tem outro moldelo de irrigação ,eu já fiz um teste com palma agoada com aspessores no fim do ano onde ela fica seca,deu-se bem´e isso prova que temos que dar uma ajuda a planta pois as doenças atacam nessse periodo daí uma agoadinha não vai fazer mal.
sou de Pernambuco no municipio de floresta e moro as margem do rio pajéu co solos argilosos bem drenados de amarelados e sinza
Sou agronoma, estou buscando informações relevante da cultura da palma forrageira, com intenção de investigar as relaçoes sociais e ambientais que circulam e firmam-se em torno da palma, perante esse pespectiva de solução para suprir a necessidade forrageira no semi-árido nodestino.Meu e-mai agrolins@yahoo.com.br
Sou Agrônomo e Sec. Municipal de Agricultura do Minicípio de Itaobim – MG, Nordeste de Minas. Região de clima parecido com o semi-árido Nordestino. Acrdito que o cultivo de palma forrageira pode ser uma alternativa viável na nossa região. Gostaria de obter mais informações sobre cultivo adensado desta cactácea.
Gostaria de obter mais informações a respeito do cultivo de palma forrageira irrigada e informações sobre adubação.
Sou produtor rural, gostaria de saber onde posso ter mais informação sobre o aproveitamento das palma forageira.
Quais as variedades, que servem para a produção de farelo de palma para ração animal.
Quero ainda, saber onde posso adquirir mudas da variedade que colocar fruto comestivel pelo o ” HOMEM ”
Onde poso fazer cursos sobre o manejo?
obrigado antecipadamnete
Arnaldo Mumbassa
Prezados,
Preciso urgentemente do e-mail do Alexandre Wanderley.
Trabalho com raças nativas no estado do Piauí.
Parabéns pelo belíssimo trabalho.
Marcos